sábado, 30 de junho de 2012

A menina Amy Winehouse.


   

Nunca vou me esquecer do dia que vi Amy cantando no show em São Paulo, na Arena Anhembi, em 2011. Após três shows de primeiríssima qualidade, cheguei a pensar que o show de Amy seria do mesmo nível. Me enganei. Ela apareceu, menina frágil, tímida. Não parecia estar ali, mas cantou seu mundo com suas músicas que continham muito dela e de suas dores, para todos nós. O silêncio tomou conta da platéia, ela era insuperável. Era como se ela não soubesse que estava entre nós, acho que já devia estar em seu mundo há muito tempo. Mas nós ficamos tentando invadi-lo a qualquer custo – tentando entender, ou mesmo aproveitar tamanho talento. Amy podia estar fora do ritmo, fora de sintonia com a banda, um pouco confusa. Mas ela era insuperável. 

Ali entendi que são poucos que tem essa genialidade, muitos podem chegar a ter perfeição, mas geniais são apenas alguns. 
Nossos ídolos do rock tem algo em comum, desafiaram os limites da liberdade e rebeldia, conheceram o lado bom e ruim do estrelato, entraram em sua natureza de forma avassaladora e dividiram com o público suas músicas que continham quase tudo de cada um deles. O fato é que de alguma forma, esses deuses mortais ficaram imortalizados por sua obra. A maioria nunca saberá o que isso significa, alguns até morrem no espírito a certa altura da vida, por perceberem que nunca poderão deixar nada assim. 

Não podemos ficar tristes, mas felizes por termos uns poucos que fizeram tanto para nós. 
Eles deixam muito mais que uma obra musical, eles deixam momentos que entram na vida de muitas pessoas, lembranças, sensações, identificação, abrem portas, trazem questionamento, mudanças. 
Ela se foi, mas deixou com seus poucos anos de vida bem mais do que a imagem de uma menina com problemas de vício; ela deixou público o seu talento – precioso e imenso. Aquele que pode, sem pestanejar e naturalmente, compartilhar o que tem de melhor é raro. Hoje temos sua música e isso é grande! 
      Nossa Amy:

























quarta-feira, 20 de junho de 2012

Estilo Punk





O punk foi um movimento que surgiu na década de 70, com idéias revolucionárias e anarquistas. Colocava em pauta problemas políticos e sociais, como guerra, violência ou até mesmo temas cotidianos adolescentes. A filosofia “faça você mesmo” foi uma das principais características do movimento, um princípio de autonomia – fazer música e revolução com os recursos que se tinha. Foi um movimento contra a hipocrisia burguesa. O sarcasmo niilista e a subversão da cultura são temas marcantes no punk. Foi um movimento que influenciou não só a música, mas também a moda, design, artes, poesia e comportamento de toda uma juventude. A moda punk veio com tudo nesses últimos três anos e se tornou tão forte, que persiste em todos os desfiles e vitrines.

O estilo punk foi uma moda que nasceu de uma forma bem interessante, surgiu dos subúrbios de Nova York e Londres. Os jovens criaram um estilo próprio que seguia a mesma filosofia do movimento musical – “Faça você mesmo” com os recursos que se tem. A juventude começou a usar o que eles tinham nas mãos: jeans rasgados, alfinetes, camisetas pintadas, tachas entre outras coisas.




Um nome marcante desse cenário é o da estilista Vivienne Westwood, dona da loja de roupas Sex que vestiu as primeiras bandas punks na Inglaterra. Vivianne é uma das responsáveis por muita coisa do estilo punk que temos até hoje, sou fã dela. Ela usava  elementos como slogans de bandas, símbolos políticos antagônicos, sexo, camisas de forças entre outros. Um dos inspiradores desse estilo, foi o músico norte americano Richard Hell, famoso por seu cabelo, camisetas, calças rasgadas e acessórios. Essa moda pegou, virou a cabeça de muita gente e até hoje persiste. Amo demais! 


Vivianne Westwood

Richard Hell





















quinta-feira, 14 de junho de 2012

Só Garotos - Patti Smith




“Só garotos” o livro sobre a juventude de Patti Smith, vai virar filme. Patti será a roteirista. Li o livro ano passado e se já me identificava um pouco com nossa poetisa do punk, depois de ler sua história tive certeza de que seríamos grandes amigas (risos). Patti retrata sua juventude e sua relação de amizade e amor com o fotógrafo Robert Mapplethorpe. Pra quem gosta de rock e do cenário punk de Nova York, o livro é um prato cheio. Dá pra imaginar e vizualizar toda aquela geração. Ela descreve trechos interessantes sobre o cenário musical, literatura, pessoas e locais. Tem histórias sobre o hotel Chelsea, que foi o lar de muitos artistas como Bob DylanJanis JoplinLeonard Cohen entre outros. Tem também sobre os clubes onde a arte underground acontecia, como Max’s e CBGB. E momentos especiais com grandes nomes, como Jimi Hendrix, Janis Joplin e a primeira vez que Patti viu um show de Jim Morrison. O livro ganhou em 2010 o prêmio nacional de literatura nos Estados Unidos, o NationalBookAward. Uma das frases que amo do livro é quando Patti descreve como aprendeu, com seu amigo e músico Sam Shepard, a arte da improvisação. Foi quando ele disse a Patti: _Você não erra quando está improvisando. Ela preocupada, perguntou o que aconteceria se ela errasse tudo e perdesse o ritmo quando estivesse no palco, Sam respondeu: _É como a bateria, se você erra uma batida cria outra. Agora é esperar e vermos “Só Garotos” nas telas. Quem será que fará o papel de nossa poetisa?

























quarta-feira, 6 de junho de 2012

Camisetas de banda.






Se alguém abrir meu armário atrás de uma camiseta branca, não vai achar. Acho que 80% das minhas camisetas são de bandas de rock. Sempre compro camisetas nos shows que eu vou e tenho aquelas das minhas bandas preferidas. Isso me faz lembrar que estive naquele show, do momento, do som de alguma banda  – acho isso bem bacana. O fato é que já ouvi algumas pessoas me dizerem: Você não acha meio ridículo uma mulher de mais de 30 anos usar essas camisetas do Ramones e AC/DC? Você não tem vergonha de buscar suas filhas na escola com essas camisetas? Você já virou um estereótipo de adolescente hoje em dia de tanto usar essas camisetas de rock! Quando você vai amadurecer?
Ok, eu sempre penso: Será que amadurecimento tem alguma relação com as camisetas que eu visto? Se Angus Young do AC/DC beira os 60 anos, porque eu com mais de 30 não posso usar a camiseta da banda dele? E outra, não tenho a menor intenção de causar algo usando-as, elas apenas fazem parte de coisas que eu gosto. Memórias de algum show ou viagem que já fiz. Meu trabalho permite, não preciso usar tailleur. Aliás, o único ambiente que convivo onde o fato de eu usar minhas camisetas parecem algo normal, é no meu trabalho. É muito louco porque esse negócio de “sua tribo” realmente existe. E ali, me sinto dentro dela e totalmente adequada. Bom, como editora do Rock ‘n Py (www.rocknpy.com.br) eu resolvi montar uma sessão só com looks de camisetas de banda. E não é que a galera curtiu.
Na verdade, todos os questionamentos anteriores eram mais comuns há alguns anos atrás. Hoje em dia vejo que esse lance das camisetas já não me criam problemas e vejo que é algo mais normal. O fato é que eu acredito que as nossas paixões sempre devem andar com a gente, elas são capazes de lembrar quem você é, quando por algum motivo esquecemos. Seu gosto pode fazer parte do seu estilo, ele é você.
E viva o Rock ‘n Roll, ele faz parte da minha vida diariamente e de grande parte do meu armário (risos) e lembranças.