Nunca vou me esquecer do dia que vi Amy
cantando no show em São Paulo, na Arena Anhembi, em 2011. Após três shows de
primeiríssima qualidade, cheguei a pensar que o show de Amy seria do mesmo
nível. Me enganei. Ela apareceu, menina frágil, tímida. Não parecia estar ali,
mas cantou seu mundo com suas músicas que continham muito dela e de suas dores,
para todos nós. O silêncio tomou conta da platéia, ela era insuperável. Era
como se ela não soubesse que estava entre nós, acho que já devia estar em seu
mundo há muito tempo. Mas nós ficamos tentando invadi-lo a qualquer custo –
tentando entender, ou mesmo aproveitar tamanho talento. Amy podia estar fora do
ritmo, fora de sintonia com a banda, um pouco confusa. Mas ela era insuperável.
Ali entendi que são poucos que tem essa genialidade, muitos podem chegar a ter
perfeição, mas geniais são apenas alguns.
Nossos ídolos do rock tem algo
em comum, desafiaram os limites da liberdade e rebeldia, conheceram o lado bom
e ruim do estrelato, entraram em sua natureza de forma avassaladora e dividiram
com o público suas músicas que continham quase tudo de cada um deles. O fato é
que de alguma forma, esses deuses mortais ficaram imortalizados por sua obra. A
maioria nunca saberá o que isso significa, alguns até morrem no espírito a
certa altura da vida, por perceberem que nunca poderão deixar nada assim.
Não
podemos ficar tristes, mas felizes por termos uns poucos que fizeram tanto para
nós.
Eles deixam muito mais que uma obra musical, eles deixam momentos
que entram na vida de muitas pessoas, lembranças, sensações, identificação,
abrem portas, trazem questionamento, mudanças.
Ela se foi, mas deixou com
seus poucos anos de vida bem mais do que a imagem de uma menina com problemas
de vício; ela deixou público o seu talento – precioso e imenso. Aquele que
pode, sem pestanejar e naturalmente, compartilhar o que tem de melhor é raro.
Hoje temos sua música e isso é grande!
Nossa Amy:
Nunca vou me esquecer do dia que vi Amy cantando no show em São Paulo, na Arena Anhembi, em 2011. Após três shows de primeiríssima qualidade, cheguei a pensar que o show de Amy seria do mesmo nível. Me enganei. Ela apareceu, menina frágil, tímida. Não parecia estar ali, mas cantou seu mundo com suas músicas que continham muito dela e de suas dores, para todos nós. O silêncio tomou conta da platéia, ela era insuperável. Era como se ela não soubesse que estava entre nós, acho que já devia estar em seu mundo há muito tempo. Mas nós ficamos tentando invadi-lo a qualquer custo – tentando entender, ou mesmo aproveitar tamanho talento. Amy podia estar fora do ritmo, fora de sintonia com a banda, um pouco confusa. Mas ela era insuperável.
Ali entendi que são poucos que tem essa genialidade, muitos podem chegar a ter perfeição, mas geniais são apenas alguns. Nossos ídolos do rock tem algo em comum, desafiaram os limites da liberdade e rebeldia, conheceram o lado bom e ruim do estrelato, entraram em sua natureza de forma avassaladora e dividiram com o público suas músicas que continham quase tudo de cada um deles. O fato é que de alguma forma, esses deuses mortais ficaram imortalizados por sua obra. A maioria nunca saberá o que isso significa, alguns até morrem no espírito a certa altura da vida, por perceberem que nunca poderão deixar nada assim.
Não podemos ficar tristes, mas felizes por termos uns poucos que fizeram tanto para nós. Eles deixam muito mais que uma obra musical, eles deixam momentos que entram na vida de muitas pessoas, lembranças, sensações, identificação, abrem portas, trazem questionamento, mudanças. Ela se foi, mas deixou com seus poucos anos de vida bem mais do que a imagem de uma menina com problemas de vício; ela deixou público o seu talento – precioso e imenso. Aquele que pode, sem pestanejar e naturalmente, compartilhar o que tem de melhor é raro. Hoje temos sua música e isso é grande!




































